Mulher confere no celular em qual faixa está o Score do Serasa

Score Serasa: as 4 faixas e o que cada uma significa

Subir 40 pontos no Score e continuar levando não é azar. É como a conta funciona. O que a empresa olha não é o número solto, e sim a faixa onde ele caiu.

O Serasa Score é uma pontuação de 0 a 1.000 que estima a chance de uma pessoa pagar as contas em dia. A Serasa reparte essa escala em quatro faixas, e cada uma representa um nível de risco diferente para quem vai emprestar o dinheiro. Saber em qual delas você está explica muito mais sobre a resposta que você recebe do que a pontuação isolada.

Quais são as quatro faixas do Score Serasa?

O Serasa Score vai de 0 a 1.000 e se divide em quatro faixas: baixo, de 0 a 300 pontos; regular, de 301 a 500; bom, de 501 a 700; e excelente, de 701 a 1.000. Cada faixa indica uma probabilidade diferente de a pessoa atrasar o pagamento, segundo a própria Serasa.

FaixaPontuaçãoO que a Serasa diz que ela indica
BaixoDe 0 a 300 pontosGrande probabilidade de atraso no pagamento
RegularDe 301 a 500 pontosPossibilidade considerável de atraso
BomDe 501 a 700 pontosBaixo risco de atraso e boa chance de obter crédito
ExcelenteDe 701 a 1.000 pontosBaixa chance de atraso e a maior chance de obter crédito

Vale corrigir uma confusão que circula bastante. Muito site chama a faixa de cima de muito boa. A Serasa não usa esse nome em lugar nenhum. No material oficial dela, de 701 a 1.000 pontos é excelente, e é assim que a pontuação aparece descrita em o que significa cada faixa do score.

Por que mudar de faixa vale mais do que ganhar pontos

Ir de 650 para 680 quase nunca muda a resposta que você recebe. Os dois números moram na mesma faixa, a boa, e o risco que a empresa enxerga continua igual. A Serasa explica por quê.

Pequenas oscilações, de até 100 pontos, são normais em uma mesma faixa da pontuação porque, quando isso acontece, não há alteração da faixa e o risco de inadimplência permanece o mesmo.

Serasa, página oficial do Serasa Score. Consulta em 25/09/2026

Repare na condição que a frase carrega. O risco só fica igual enquanto a pontuação não troca de faixa. Uma oscilação de 100 pontos pode ser ruído, se você tinha 560 e foi para 660, ou pode ser a virada do jogo, se você tinha 450 e chegou a 550. O tamanho do pulo importa menos do que o lugar onde ele cai.

A pergunta útil, então, deixa de ser quantos pontos você tem.

Passa a ser de que lado da linha eles estão.

O que cada faixa muda na hora de pedir crédito

A faixa mexe em três coisas do pedido, e são justamente as que doem no bolso: o limite que a empresa libera, o juro cobrado e o prazo para parcelar. Faixa mais alta abre mais opções e juro menor. Faixa mais baixa encolhe as alternativas e encarece o crédito quando ele sai.

Quem está no baixo ou no regular encontra análise mais rigorosa, limite menor e juro mais alto. É a faixa de quem tem dívida em aberto ou pouco histórico registrado. Do bom para cima o cenário vira, com mais ofertas chegando e condições mais equilibradas. No excelente, a pessoa costuma escolher entre propostas em vez de correr atrás delas.

💡 A faixa não decide sozinha

A própria Serasa escreve na página do Score que a aprovação de crédito é sempre uma decisão da empresa credora, que pode considerar outras informações e modelos além da pontuação. Renda, tempo de vínculo e histórico com aquela empresa entram na conta.

Faixa baixa fecha as portas do crédito?

Não. Score na faixa baixa dificulta, mas não elimina a chance de conseguir crédito. Muita empresa analisa renda, histórico e vínculo de trabalho junto com a pontuação, e existem produtos desenhados para quem está nas faixas baixo e regular. Recusa automática pelo número não é regra de mercado.

Ficar na faixa de baixo costuma vir de duas situações. Ou existe dívida em aberto no CPF, ou falta histórico para o modelo enxergar alguma coisa. A segunda pega muita gente jovem e muito trabalhador informal, que paga tudo em dia e mesmo assim aparece com pontuação curta porque nada disso foi registrado.

Restrição no nome não significa portas fechadas para conseguir crédito.

Canal SuperSim Oficial

A SuperSim tem uma página inteira dedicada a empréstimo para negativado, e é aí que costuma parar quem tem restrição no nome. O empréstimo pessoal passa por análise de crédito, e o resultado depende do seu perfil completo.

Está na faixa baixa e precisa de dinheiro agora? Vale concentrar o pedido em um lugar só, em vez de espalhar tentativas por várias empresas, como explicamos acima. Você vê as condições antes de assinar qualquer contrato.

Simular meu empréstimo

O que faz a pontuação subir de faixa, e o que é lenda

Pagar as contas em dia é o que mais move a pontuação, seguido de quitar o que está negativado e manter o Cadastro Positivo ativo. Consultar o próprio CPF não derruba o Score. O que pesa é pedir crédito em várias empresas num intervalo curto.

Homem organiza as contas antes de pedir empréstimo para não derrubar o Score
⚠️ O mito mais repetido sobre o Score

Consultar o seu próprio CPF não tira ponto nenhum. A Serasa responde essa dúvida com todas as letras em consultar CPF baixa o score, onde afirma que o consumidor pode consultar gratuitamente o Serasa Score pelo site ou pelo aplicativo da Serasa sem reduzir a pontuação. A consulta própria não é um pedido de crédito.

O que muda a leitura da empresa é outra coisa. Vários pedidos de cartão, empréstimo ou financiamento em pouco tempo sinalizam busca intensa por crédito, e isso pode elevar a percepção de risco na análise. Uma consulta isolada não provoca queda.

Se o seu objetivo agora é trocar de faixa, o caminho detalhado está em como aumentar o Score do Serasa. E se você ainda não sabe onde está, veja como consultar o Score de graça antes de qualquer outra coisa.

Ainda ficou alguma dúvida sobre as faixas?

Score 700 está em qual faixa?

Na faixa boa. O 700 é o último ponto dela. A partir de 701 a pontuação entra na faixa excelente, que é a mais alta da escala da Serasa.

Existe uma faixa chamada "muito boa" no Serasa?

Não. A Serasa trabalha com baixo, regular, bom e excelente. O nome "muito boa" aparece em outros sites, mas não no material oficial da Serasa.

Score 500 é ruim?

Não é ruim, e também não é alto. O 500 é o último ponto da faixa regular. Falta 1 ponto para entrar na faixa boa, que é onde as condições costumam melhorar.

Quanto tempo leva para mudar de faixa?

Não existe prazo fixo. A pontuação é recalculada conforme o seu histórico muda, então quitar uma dívida tende a aparecer mais rápido do que construir histórico novo do zero.

A faixa é a mesma no SPC e na Boa Vista?

Não necessariamente. Cada birô calcula com o próprio modelo, então o mesmo CPF pode cair em faixas diferentes em cada um deles. As faixas deste post são as da Serasa.

A faixa é um retrato do seu momento, e retrato muda. Quem paga em dia e resolve o que ficou para trás sobe naturalmente. Entender em que faixa você está hoje já ajuda a decidir o próximo passo com mais calma.

Fazer minha simulação gratuita

Fontes

Aviso: este conteúdo é informativo e não substitui consultoria financeira ou jurídica. O Serasa Score é calculado e mantido pela Serasa Experian, que define os critérios do modelo e os nomes das faixas. Score alto não garante aprovação de crédito, uma vez que cada instituição possui política própria de concessão. Taxas, prazos, valores e condições variam conforme o perfil de cada solicitante e estão sujeitos à análise de crédito individual. O crédito está disponível apenas para maiores de 18 anos. A SuperSim é operada pela SuperSim Análise de Dados e Correspondente Bancário Ltda., CNPJ 33.030.944/0001-60, correspondente bancário conforme a Resolução nº 3.954 do Banco Central do Brasil. Atualizado em 25/09/2026.

Tags do post

Escrito por:
Imagem do autor
Luana Nogueira Pesquisadora Digital e Analista de Comportamento Online Luana Nogueira é cientista social formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pesquisadora digital e analista de comportamento online. Atua há mais de uma década investigando como brasileiros se relacionam com dinheiro, crédito e dívidas no ambiente digital, com foco em educação financeira, inclusão de público de baixa renda e consumo consciente. No Blog da SuperSim, escreve sobre empréstimo pessoal, organização financeira, renegociação de dívidas e direitos do consumidor de crédito, traduzindo dados e estudos comportamentais em conteúdo prático para quem busca decisões financeiras mais seguras. Seu trabalho editorial combina rigor metodológico das ciências sociais com a missão da SuperSim de democratizar o acesso ao crédito responsável no Brasil.
Credenciais: Ciências Sociais - UFRJ
Áreas de conhecimento: Educação financeira, Crédito responsável, Renegociação de dívidas, Comportamento do consumidor, Inclusão financeira.
LinkedIn
Você também vai gostar: